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Terras raras e a corrida por baterias e ímãs

29 jul 2026 · 8 min de leitura

Terras raras e a corrida por baterias e ímãs
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Diferente do que o nome pode sugerir, terras raras não são usadas diretamente na maioria das baterias de íon-lítio comuns, mas têm papel essencial na fabricação dos ímãs permanentes usados em motores elétricos de alta eficiência.

Elementos como neodímio e disprósio entram na composição de ímãs extremamente potentes para o tamanho, essenciais para motores compactos e eficientes usados tanto em carros elétricos quanto em turbinas eólicas modernas, aplicações que exigem alta densidade de potência em pouco espaço.

O processo de fabricação desses ímãs envolve misturar os elementos de terras raras com ferro e boro numa liga especial, que depois passa por etapas de sinterização em altas temperaturas para atingir as propriedades magnéticas necessárias para uso industrial.

Sem esses ímãs de alta performance, motores elétricos precisariam ser maiores e mais pesados para entregar a mesma potência, o que afetaria diretamente a autonomia e a eficiência energética de veículos elétricos, já que peso extra significa mais energia gasta para mover o veículo.

Motores síncronos de ímã permanente, que dependem dessas terras raras, continuam sendo a escolha predominante entre montadoras justamente por oferecerem a melhor relação entre potência, peso e eficiência, mesmo com alternativas mais baratas disponíveis no mercado.

A demanda por esses elementos deve crescer junto com a expansão de energia eólica e da frota global de veículos elétricos, pressionando ainda mais a cadeia de fornecimento já concentrada em poucos países produtores nos próximos anos.

Pesquisas em andamento buscam alternativas com menor dependência de terras raras, incluindo motores elétricos com desenhos diferentes, como motores de indução ou de relutância variável, mas essas soluções ainda não alcançaram a mesma eficiência dos modelos tradicionais em escala comercial.

Algumas montadoras, como a Tesla em alguns de seus modelos, já adotam motores que reduzem ou eliminam o uso de terras raras como estratégia para diminuir a exposição a riscos de fornecimento, mesmo que isso signifique abrir mão de parte da eficiência energética nesses motores específicos.

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