Robôs de entrega de pequeno porte, projetados para andar em calçadas, têm se espalhado por bairros selecionados de diversas cidades, geralmente operando dentro de raios curtos a partir de restaurantes e mercados parceiros.
A tecnologia combina sensores de navegação, câmeras e mapeamento detalhado das calçadas para desviar de pedestres, buracos e outros obstáculos comuns em ambientes urbanos, tudo isso navegando a uma velocidade reduzida por segurança, geralmente abaixo de 10 km/h.
Empresas que operam essa frota relatam que o maior gargalo não é a navegação em si, mas sim lidar com situações imprevisíveis, como animais de estimação curiosos ou pessoas tentando interagir e brincar com os robôs pelo caminho, o que às vezes atrasa a entrega.
O sistema de abertura do compartimento de carga costuma funcionar por aplicativo, com o cliente recebendo uma notificação quando o robô chega ao destino e liberando a trava remotamente para retirar o pedido, sem contato direto com um entregador humano.
Do ponto de vista de custo, o argumento das empresas é que a entrega robótica pode ser mais barata do que motoristas humanos em trajetos curtos, especialmente em áreas de alta densidade populacional com grande volume de pedidos, onde o robô consegue fazer múltiplas entregas por hora.
Casos de vandalismo e furto dos robôs já foram registrados em algumas cidades, levando empresas a reforçar câmeras de monitoramento embutidas e alarmes sonoros que disparam quando o compartimento é forçado sem autorização.
Ainda existem barreiras regulatórias em muitas cidades quanto ao uso de calçadas públicas por veículos autônomos, o que tem limitado a expansão dessa modalidade a bairros específicos onde já existe autorização municipal explícita para esse tipo de operação.
Pesquisas de satisfação do cliente indicam reação mista: parte do público aprecia a novidade e a pontualidade das entregas, enquanto outra parte sente falta do contato humano tradicionalmente associado ao delivery, um fator que empresas do setor ainda monitoram de perto.

